Como Estudar Para Concurso Público Sozinho em Casa?

Ser um funcionário público é, ainda hoje, sinônimo de estabilidade e garantia de bom rendimento. Não é por nada que a concorrência seja tão alta para as provas de admissão, especialmente cargos com poucas vagas e remuneração alta – daí ser tão importante estudar para concursos públicos!

A carreira pública é o exemplar mais perseguido e desejado no mercado de trabalho: a segurança de não ser demitido, feriados garantidos, férias de um a três meses, o salário está na conta todo final de mês, além de outros benefícios variáveis conforme o cargo.

Sobretudo, é o único bom emprego que depende exclusivamente do seu esforço para ser alcançado. Não tem segredo para passar em concurso público: tem que estudar!

Claro que, dito assim, parece muito simples. Mas não é tão linear! Lembre-se que são mais de milhares de pessoas concorrendo para a mesma vaga que você e tão motivadas quanto.

Vale a pena? Com certeza! Basta pensar na possibilidade de gastar seu suor do trabalho árduo no mercado privado com remuneração mínima e contrato de vínculo frágil com 15 dias de férias. Já pensou?

Certamente, vislumbrar esse futuro pouco atraente é suficiente para convencê-lo. Por isso, nesse artigo você verá:

  • Como começar a estudar sozinho
  • Como descobrir que tipo de método de estudo funciona melhor para você
  • Como preparar seu ambiente de estudos
  • Como aproveitar ao máximo sua hora de estudo
  • Como focar áreas específicas pode ser um fator de sucesso

Preparado? Então coloca o celular no silencioso e fecha essa rede social e foca no conteúdo! Venha ver!

COMO COMEÇAR A ESTUDAR PARA CONCURSO PÚBLICO SOZINHO?

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“Estudar” é um termo bastante abstrato. A maioria acha que é só por um livro no colo e afundar a cara em conteúdo pelas próximas duas horas. A primeira dúvida que surge, então, é: fazer um curso presencial ou estudar para concurso público em casa?

Primeiro, leve em conta que fazer cursinho presencial não é garantia de sucesso, bem como estudar sozinho em casa não é para qualquer um. É preciso ter disciplina e se educar para os resultados.

Se você se dá melhor fazendo a leitura sozinho, em paz, no seu ritmo, se gosta de usar novas tecnologias (leia-se: computador e celular) a seu favor e não contra você, como costuma ser nas aulas tradicionais, então provavelmente se sairá melhor em casa.

Aliás, em tempo de correria nem todo mundo pode se dar o luxo de fazer quatro horas de aula por dia e ainda ter tempo para trabalhar, dormir e ter vida social, não é? Isso para não falar das horas perdidas no trânsito.

Enfim, por vezes, mais vale um curso pela internet que te permita estudar em casa, sozinho, ao seu ritmo e ainda assim com apoio externo.

É totalmente possível (e econômico) estudar em casa. E se é isso que você quer, a primeira coisa a fazer é preparar a sua mente para isso.

Não adianta querer, tem que se disciplinar e orientar para manter o ritmo até conseguir atingir seu objetivo. Preparado? Então vamos começar do começo. Antes de saber como estudar, vamos ver o que estudar para concurso público.

  1. Defina seu objetivo: para qual concurso e qual cargo você está estudando?

Não existe isso de “estudar tudo” para “passar em tudo”. Como estudar para concurso público se você nem sabe que concurso vai prestar? Cargos diferentes e concursos diferentes têm matérias e pesos diferentes nas provas.

O concurso do Ministério Público Federal não terá uma prova com conteúdos iguais ao do Sistema Penitenciário Federal, por exemplo. Portanto, o primeiro passo é definir o seu norte.

Vai mirar no cargo de Promotor Público? Ótimo, então veja no edital quais são as áreas de maior peso (geralmente, Direito Penal e Direito Trabalhista são as mais densas).

  1. Use editais antigos como referência

Pegue o edital para o qual vai concorrer e compare com os três últimos editais do mesmo cargo: quais conteúdos se repetiram? Quais aumentaram? Quais são os pontos mais cobrados? Anote para que você possa organizar sua rotina de estudar e focar nas áreas mais importantes.

  1. Comece pelas áreas de maior afinidade

A tendência dos concurseiros é começar a estudar pelas áreas que têm mais dificuldade, pois imaginam que demandam mais tempo. Isso é um erro. Começar a jornada tornando o estudo difícil e enfadonho é o primeiro obstáculo e torna tudo desmotivador.

Comece pelas disciplinas que gosta mais e sempre foque em uma área por vez. Assim que dominar o conteúdo, parta para a próxima. Não deixe o “mais difícil por último”, mas não comece por ele. Vá intercalando entre um e outro.

QUAL MÉTODO DE ESTUDO UTILIZAR?

Tenha em mente que nem todos aprendem da mesma maneira. Leitura pode ser o paraíso para alguns e a morte para outros. A neurociência diz que todos aprendemos de maneira diferente: uns tem memória visual, outros auditiva, outros sinestésica (prática).

Pense que tipo de método de aprendizagem cabe melhor na sua personalidade e seu tipo de inteligência. Talvez você absorva mais conteúdo praticando exercícios ou assistindo vídeos explicativos. Ou, quem sabe, ouvir áudios possa ser uma melhor tática.

Descobrir essa informação é essencial. Não para concentrar apenas nela e eliminar todos os outros métodos, mas para focar e maximizar seu aprendizado.

É preciso criar um equilíbrio entre os métodos, mas sempre inserindo a técnica de estudo que melhor se adequa ao seu perfil de aluno. Entender isso te ajudará a se organizar para estudar em casa. Veja as dicas no próximo tópico!

DICAS PARA ESTUDAR PARA CONCURSO

Ok, agora você já sabe o que precisa levar em consideração antes de estudar e o que precisa estudar. Agora vamos ver o COMO. Essas dicas foram separadas baseadas em profissionais e experts no assunto!

  1. Faça um plano de estudos para se orientar

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É isso mesmo, jovem concurseiro. Quando falo de “dedicação” e “disciplina” significa que você não vai estudar um mês só e virar funcionário da União.

Significa que você precisa se planejar para estudar muito e não se esgotar de uma vez só. Conhecimento é construção.

Conteúdo de concurso público é denso e, por isso mesmo, precisa ser bem dividido para poder estudar em pormenores. Primeiro, defina claramente quais são seus melhores horários para estudo e quais definitivamente são os piores.

Montar um cronograma é uma ideia excelente, anotando, inclusive, compromissos marcados, feriados e dias de folga. Separe as matérias de modo a caberem todas numa semana só – ou, pelo menos, que nenhuma fique mais de uma semana sem ser estudada.

Isso vai te ajudar a gerir seu tempo e manter a organização sem perder o foco. Mas atenção: o plano de estudos é um norteador, não precisa se sentir destruído caso falhe uma vez com algo marcado. Recobre o tempo perdido e siga em frente!

  1. Estipule um tempo de estudos com pausas

Acredite: mesmo que você seja um aluno aplicado, pausas são fundamentais. O ideal é um tempo de 90 a 120 minutos de estudos (1h30/2h) com um intervalo de 10 minutos a cada 1h. Use o intervalo para tomar um café, refrescar as ideias, avaliar seu percurso e as dificuldades encontradas.

A concentração humana, mesmo em um adulto, tem um tempo máximo limite e mesmo o cérebro, se muito exausto, não consegue absorver bem novas informações.

Portanto, de nada adianta fazer um tempo de estudo “corrido” e perder quase metade das informações que viu. É tempo e disposição jogado fora.

  1. Mantenha o estudo cíclico para não esquecer o conteúdo

Lembra do plano de estudos? Pois bem, pegue nele e no final da semana faça a revisão das matérias estudadas ao longo dos dias. Se for muito conteúdo e tiver dificuldade, você pode fazer revisões separadas: uma para cada matéria, o importante é revisar sempre. Acabou um ciclo, revise. Acabou outra matéria, revise.

Revise uma por uma e todas de uma vez eventualmente, para testar a fixação. Não pense que estudar a matéria uma vez só vai fazer o conteúdo penetrar seu cérebro e nunca mais se apagar.

Nunca deixe de revisar e sempre faça revisões que voltem desde o início, mantendo o conteúdo atualizado e fixado na sua memória.

  1. Organize seu ambiente de estudos

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Poucas pessoas dão a importância que esse item merece. Preparar um ambiente de estudos não é pormenor, é base! Principalmente se você estuda sozinho em casa, a tendência é se deixar “folgar” à vontade no espaço.

Estudar em qualquer canto, entre roupas reviradas ou as almofadas da sala não adianta. Isso não é frescura, é ciência: seu cérebro absorve mais informações em um ambiente preparado e organizado.

Portanto, tenha um espaço destinado apenas para suas horas de estudos e deixe à mão tudo que possa precisar: lápis, caneta, borracha, material complementar, provas. Organize ali tudo que precisa e nunca, jamais use esse espaço para distrações e lazer.

A configuração mental (mindset) é essencial aqui, determinante para o sucesso dos seus estudos. Uma lista de coisas interessantes para o seu ambiente:

  • Livros da área (técnicos) e livros de exercícios
  • Iluminação apropriada (nem excesso nem falta de luz, para não cansar a visão rapidamente)
  • Atenção para a coluna! Posição ereta ajuda na concentração
  • Cadeira confortável e mesa espaçosa
  • Caneta, lápis, régua, borracha, material de papelaria
  • Lugar sem ruídos ou com o mínimo de interferência possível, preferencialmente onde não haja circulação de pessoas
  1. Mais papel e caneta, menos computador

Mesmo que você seja MUITO adepto de digitar, pesquisar no Google e afim, prefira SEMPRE papel e caneta. Escreva os temas mais importantes, anote e faça observações legíveis.

O simples ato de escrever exige mais atenção do seu cérebro e o desenhar das palavras (sim!) ajuda a fixar a matéria na memória. Então, sem traumas com a caligrafia: escreva bem e escreva bastante, mas de uma forma que consiga ler depois. Não há pressa.

  1. Distribua o tempo entre as áreas de estudo

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Você já montou um plano de estudos e sabe quais matérias vai estudar no dia X e no dia Y. Agora, para colocar em prática, distribua o tempo de estudo entre as matérias conforme a prioridade de cada uma para a prova.

O plano de estudos é um projeto ideal, a distribuição de tempo é uma meta real. Isso ajudará a traçar objetivos, medir sua progressão e dará mais autonomia caso haja imprevistos e precise adicionar mais matérias, podendo manejar o tempo entre uma e outra, conforme o nível de estudo alcançado.

  1. Faça outros concursos para testar o conhecimento

Melhor que testar em provas antigas é testar em provas atuais. Faça todos os concursos da área que puder, tudo serve para ganhar experiência.

Passar por outras provas ajudará a perceber os seus pontos fracos, os pontos fortes, onde precisa aprofundar, quais matérias precisa revisar e servirá de base para ir ajustando e melhorando seu plano de estudos.

O mais importante aqui é deixar bem claro se está prestando o concurso para passar ou para ganhar experiência e, assim, não desmotivar frente a uma reprovação.

Reprovações não são obstáculos, são degraus. Você pode voltar a descer a escada ou usá-los para subir e atingir seu objetivo. Cada concurso é uma nova oportunidade de rever e incrementar seus estudos, não deixe de aproveitá-los.

  1. Defina a meta e mantenha o foco

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É fácil perder a motivação e se deixar vencer pela preguiça em projetos de médio/longo prazo. Por isso, tenha sempre em mente seu objetivo e o que você pretende conseguir com isso. O que ganhará ao atingi-lo e porque é tão importante fazê-lo.

A motivação não é uma lufada de ar milagrosa que vem dos céus, é a sua própria meta e objetivo, portanto foque nela! Cole no seu quarto e no seu espaço de estudos uma frase, bem grande, que defina o seu objetivo e sua meta para que você veja e se lembre todos os dias.

Não use celular nem deixe a televisão ou rádio ligado quando for estudar, sem distrações: apenas mantenha o foco e a concentração. Agarre seu objetivo e não o perca de vista, essa é a chave para um estudo de sucesso!

Dica Extra: Você gostaria de saber, como um jovem de 22 anos, conseguiu ser aprovado e nomeado, em 8 concursos federais? Assista esse vídeo e descubra como.